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Corona Flebectásica: quando os “vazinhos” do tornozelo sinalizam algo mais importante

  • Foto do escritor: Marketing Dr Leonardo Stambowsky
    Marketing Dr Leonardo Stambowsky
  • 17 de out.
  • 2 min de leitura

Nem toda microvariz tem apenas importância estética.

A corona flebectásica — também chamada corona phlebectatica paraplantaris — é um achado clínico característico da doença venosa crônica (DVC), frequentemente subestimado nos estágios iniciais.



🔍 O que é a corona flebectásica?



Trata-se de um grupo de telangiectasias e veias reticulares em leque, localizadas na região do tornozelo (geralmente medial).

Essas pequenas veias dilatadas são alimentadas por um refluxo venoso de maior calibre, refletindo uma sobrepressão hemodinâmica na microcirculação superficial.


Na atualização da classificação CEAP (2020), a corona flebectásica passou a ser reconhecida como estágio C4c, ou seja, uma forma avançada da DVC, mesmo na ausência de úlceras ou alterações cutâneas importantes.



⚠️ Por que ela é importante?



A presença da corona flebectásica indica que há uma alteração funcional no sistema venoso, e não apenas um problema estético.

Estudos mostram que pacientes com esse sinal têm maior risco de progressão para edema, pigmentação e até úlcera venosa se não houver tratamento adequado.


Portanto, identificar esse padrão durante o exame físico deve sempre motivar uma avaliação hemodinâmica detalhada, idealmente com ecocolor Doppler venoso, para localizar a origem do refluxo e planejar o tratamento mais eficaz.



🧭 Conduta recomendada



O tratamento da corona flebectásica envolve abordar a causa hemodinâmica (veias nutridoras ou refluxo de safenas/perfurantes), combinando técnicas como:


  • Laser transdérmico e escleroterapia combinada, quando superficial;

  • Laser endovenoso ou espuma ecoguiada, nos casos de refluxo profundo associado.



Mais importante que a técnica é a compreensão da fisiopatologia: tratar a origem do fluxo e não apenas o “vazinho” visível.



🩺 Conclusão



A corona flebectásica é um marcador clínico precoce de hipertensão venosa crônica, e sua presença redefine o caso como funcional, com indicação absoluta de tratamento.

A avaliação cuidadosa por um cirurgião vascular experiente é essencial para diferenciar quadros puramente estéticos daqueles que exigem uma abordagem terapêutica mais ampla.





📚 Referências científicas



  • Rabe E, et al. Corona phlebectatica paraplantaris as a clinical sign of venous disease. Phlebology. 2018;33(1):3–8.

  • Eklöf B, et al. Revision of the CEAP classification for chronic venous disorders. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2020;8(3):505–515.

  • Wittens C, et al. ESVS 2022 Guidelines on the management of chronic venous disease. Eur J Vasc Endovasc Surg. 2022;63(2):184–267.



 
 
 

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